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Homenagem – Eduardo Salazar

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10 dicas para se manter motivado

1 – Lembrar a si mesmo porque decidiu ser freelancer ou empresário.

Aí está algo importante, fácil de ser feito e que realmente causa ótimos resultados. Afinal, se em algum momento você decidiu que gostaria de ser dono do próprio nariz (mesmo que na época não soubesse o que isso significava…), suponho que tenha sido uma decisão importante. Talvez até carregada de emoções e, quem sabe, um momento solene com discurso e tudo. Mas, mesmo que não tenha sido bem assim, ainda acho que deve ter sido um acontecimento incomum o suficiente para ficar guardado na sua memória. Então, é hora de resgatar essa lembrança, soprar a poeira, e voltar a utilizar esse sentimento a seu favor.

2 – Tenha a certeza de criar um ambiente de trabalho confortável

Não precisa ser nada estilo ponte de comando da Enterprise. Mas uma mesa decente, que possibilite trabalhar sem ter que equilibrar tarecos uns em cima dos outros, que tenha gavetas com chaves (guardo biscoitos nas minhas…) e uma cadeira que lhe permita algumas horas de trabalho sem que seja necessário chamar os bombeiros para desentorta-lo quando decidir levantar, já é um bom começo.

Claro que se o local for arejado, bem iluminado e à prova de barulhos, vizinhos e vendedores, seria melhor ainda. A caminho da perfeição, teríamos em um dos cantos uma máquina de café para uso exclusivo.

3 – Mude seu ambiente de trabalho

Mudar seu ambiente ajuda muito (supondo que você tenha um…). Eu por exemplo, fiquei por longos meses acampado em um canto da mesa de jantar. Neste caso, era estrangeiro em terras estranhas, não tinha direito a erguer a voz, quanto mais mudar alguma coisa. Talvez meu humor, e só se fosse para melhor… confessem, vocês sabem do que eu estou falando, mesmo sem dar detalhes.

Então, supondo que você já tenha sido promovido ou alforriado, e tenha o SEU ambiente de trabalho, mude-o de vez em quando. Pesquisas comprovam que mudanças estimulam o cérebro, fazem-no manter-se ativo, interessado, curioso pelas novidades (mesmo que sejam velhas novidades…).

Quando se trabalha fora e é perto o suficiente a ponto de podermos ir à pé, recomenda-se também pequenas mudanças de percurso, para estimular esses sentimentos de renovação. Só nunca, em hipótese alguma, e isso é muito importante… nunca mesmo, mude a máquina de café.

4 – Agende paradas, pausas, e nestes momentos, saia da frente do computador

Confesso que não sigo este conselho. Deveria, mas não sigo. Na verdade, faço com que meus momentos de pausa casem com a hora do lanche, almoço, jantar, ou alguma saída necessária para alguma atividade no mundo real, físico (é… ele existe.).

No meu caso não creio que seja prejudicial não seguir esta tática, porque não tenho muitos dias de trabalho direto na frente do computador. Sempre acabo intercalando com dias em que fico fora em reuniões, visitas a clientes e outras atividades. Mas para quem tem uma rotina menos flexível, é extremamente importante realizar estas paradas programadas. Ajuda muito na saúde física e mental.

5 – Seja premiado… por você mesmo

Acorde consigo que ao terminar um projeto muito complicado, você terá alguma compensação. Seja um livro novo, assistir um filme ou comprar algo que quer a muito tempo.

Quando trabalhamos em uma empresa, é comum sermos estimulados e motivados pela perspectiva de bônus, aumento de salário, promoções e outras formas de incentivo pelo nosso rendimento profissional e qualidade do trabalho apresentado. Quando somos freelas, ou donos do próprio negócio, mesmo que formalmente estabelecido, isso não existe. Injustiça né ?

Brincadeiras a parte, o jeito é você mesmo criar o seu programa de incentivos. Nada mais justo, afinal, você trabalha tanto quanto ou mais do que aqueles que são funcionários, e ainda acumula as funções de vendedor, financeiro, comprador, RH, diretor, carregador e por aí vai. Então, por mais que a primeira vista soe estranho, é perfeitamente normal, saudável e recomendável reservar uma parte dos ganhos para premiar-se.

Quanto à forma e frequência, fica a critério de cada um. Para alguns, pode ser interessante acumular “pontos de bônus”, e comprar no final do ano aquele note novo, aquela guitarra show de bola para a sua terapia criativa (os vizinhos vão adorar…), ou mesmo uma viagem com quem você ama.
Não, o notebook não vale… tem que ser da espécie humana mesmo.

6 – Alterne entre projetos

Esta é uma dica que realmente vale a pena seguir. Principalmente se estamos com mais de um projeto longo pela frente. Ás vezes nos encontramos presos em determinada etapa, com algum problema para resolver, e a solução não nos vem a mente de modo algum. Você pensa, pensa, lê matérias e livros a respeito, bate palmas e dá três pulinhos na frente do computador (isso é sério. em alguns casos, funciona. pode tentar aí no seu projeto…) e nada da solução aparecer.

Acabamos nos aborrecendo com o projeto todo, e a desmotivação aparece. Para evitar, nada melhor que esquecer de vez (aqui lê-se algumas horas, talvez um dia..) o projeto em questão e trabalhar em outro, especialmente um que você saiba que é leve, prazeroso.

O fato de não estarmos sob a pressão de achar aquela outra solução, acaba liberando nossa mente para trabalhar melhor, mesmo que não percebamos isso. Quando você menos espera, a idéia pipoca na sua cabeça. Neste momento, é hora de retomar o projeto anterior, passar aquela etapa e bola pra frente. Mas faça isso rápido antes que você esqueça a solução.

7 – Imagine-se terminando o projeto, sendo pago… sendo reconhecido, algo do gênero

Nada melhor para nos manter motivado, do que a sensação de um bom trabalho feito, reconhecido, e bem pago. Ok, ok, eu sei que é muito raro esses três fatores andarem juntos e de mãos dadas. Mas, isso é sobre motivação. Não estrague o clima.

8 – Desenvolva hábitos, rotinas, e aprenda a conhecê-las e respeitá-las

Não sei quanto a vocês, mas para mim é terrível ter que desenvolver alguma coisa nova, resolver alguma questão muito técnica, na parte da manhã. Já faz muito tempo que aprendi a me conhecer, e sei que meu rendimento é muito melhor à noite. Assim como eu, creio que todas as pessoas tem os seus horários de ápice de rendimento e hábitos de trabalho, e conhecê-los é muito importante. Faça a coisa certa na hora certa, do contrário, você estará certo na hora errada e errado na hora certa. Entendeu?

9 – Cuide da sua saúde

Assim como a mente afeta o corpo, o contrário também é verdadeiro. Ás vezes estamos sem vontade de tocar aquele projeto que até ontem estava indo tão bem, e não entendemos bem o motivo. Daí a algumas horas, vem a resposta. Resfriado. O corpo sente os menores sintomas, as menores mudanças, e ás vezes, não percebemos isso de forma consciente. Apenas ficamos com sensações incômodas de desânimo e apatia.

Portanto, uma rotina de exercícios, por mais leves que sejam, uma boa caminhada, e uma alimentação legal e adequada, irão lhe ajudar muito a manter-se motivado, mesmo que você não perceba isso.

10 – Desenvolva um grupo de suporte

E chegamos no último tópico. Nossa, escrever isso tudo me deixou muito motivado… a mudar de cadeira. Minhas costas… ufa! Bom, o grupo de suporte é extremamente importante. Quando falo em grupo, não quero dizer necessariamente que seja um grupo. Pode ser uma pessoa, um amigo, a esposa, namorada, enfim, alguém com quem você se identifique.

Aqui novamente vemos outra das desvantagens de se trabalhar sozinho, sem o tradicional grupo de colegas que existe nas empresas. Nada mais chato do que encontrar aquela solução brilhante lá do tópico 6, e não ter para quem falar, não ter para quem contar vantagem. Isto é muito chato. Desmotivante mesmo. Aí você vai mostrar todo feliz para o Dogberto (seu cachorro) a maravilhosa classe php ou controller rails que você criou e ele não dá a mínima.

Por isso, é muito importante que você tenha com quem falar a respeito da sua área profissional, mesmo que a pessoa, ou as pessoas não sejam técnicas. Afinal, existem os aspectos emocionais de toda profissão, financeiros, mercadológicos que você sempre pode discutir com outras pessoas, ouvir opiniões, saber das novidades. É surpreendente como podemos relacionar aspectos de uma área de atuação com outra, e tirar boas lições disso para nossa própria experiência.

Esses momentos podem e devem lhe motivar muito. Você verá nestas ocasiões que existem muitas pessoas na mesma situação que a sua, existem outras em situações bem melhores, o que servirá de estímulo, e infelizmente, existem outras em situações bem piores, o que lhe mostrará que você não tem motivos para ficar se lamentando.

Agora é só por as dicas em prática e voltar ao trabalho. Mais motivado.

Fonte

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A Visão do Futuro

“Uma visão sem ação não passa de um sonho.
Ação sem visão é só um passatempo.
Mas uma visão com ação pode mudar o mundo”.
(Joel Barker)

As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo A Visão do Futuro, produzido por Joel Barker, o qual costumo apresentar ao final de algumas palestras devido ao seu incontestável poder reflexivo. Não há como ir para casa sem se perguntar: “O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha carreira, para ser feliz?”

O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua vida profissional, sobre como você se imagina em um, cinco, dez e vinte e cinco anos.

Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção. E passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro.

Futuro e Liderança

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

Aqueles que constróem o próprio futuro, constróem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação processada como conhecimento. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.

Profissionais com perfil empreendedor são diferentes, pois onde todos vêem problemas, estes enxergam oportunidades. Viajam num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabem que só o melhor é suficiente e controlam direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.

Sonhos e Metas

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra “sonhos” por “metas”. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os vencedores dizem: “Por que não?” Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito. Mas sempre temos tempo para fazer de novo…

“Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento “subversivo”, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos. Mas o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.

Sempre que ensinar, ensina também a duvidar do que ensina

Não precisamos saber nem “como” nem “onde”, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: “Para que tenho que fazer isso?” Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido por sua profissão, por sua empresa?

Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos, mas também nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu, o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos.

Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.

PS: O texto utiliza frases de Amyr Klink, Arthur Schopenhauer, Clemente Nóbrega, Eleanor Roosevelt, Gandhi, Jack Parr, Paulo Coelho, Pedro Mandelli, Peter Drucker, Ronaldo Sardenberg, Tancredo Neves, Tom Morris.

Tom Coelho tem graduação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA/USP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE/Fiesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.

Fonte: Chance

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Empreendedores profissionais: quem são e o que querem?

Para quem acompanha de longe o mundo corporativo, deixar um cargo de alta gerência em uma grande empresa para assumir outra, em processo de falência, parece loucura. Porém, para Lourival Kiçula não foi tão difícil sair da presidência da Sanyo do Brasil, em 1998, para assumir a Tec Toy, que estava em concordata. Ele não sabia, mas naquele momento tornava-se um empreendedor profissional.

“Esse profissional escolhe sair do mundo corporativo para tomar a frente de uma empresa, não como dono, mas como gestor”, afirma Flavia Gisela Wahnfried, líder da prática de Executive Search da Piccini & Fumis Consulting and Management. O que parece ser um perfil de líder padrão, porém, se diferencia pelos motivos e forma como assume o negócio. “O empreendedor profissional é aquele que sai do mundo corporativo quando o desejo por desafio é maior que o oferecido na empresa onde ele trabalha”, explica.

Foi o desafio que fez Kiçula, hoje presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), sair da empresa onde trabalhou durante oito anos, e mantinha uma carreira sólida, para gerir uma outra em condições não tão estáveis assim. Em 1998, a Sanyo estava em processo de mudanças. Querendo sair da rotina que ele se impôs ao longo dos anos, Kiçula aproveitou o momento e saiu. “Eu não queria zona de conforto”, afirmou.

Foco: desafio
Quando se desligou da empresa, Kiçula recebeu quatro propostas para assumir cargos de gestão. Das quatro, a Tec Toy apresentava o pior quadro. Mas foi o que ele escolheu. “O que me encantou era justamente o desafio. Concordata em andamento é uma loucura, mas eu confiava na empresa e no produto”, explica, pontuando que contou com a total confiança dos acionistas da empresa para atuar da forma que achava correta. “Como ninguém faz nada sozinho, eu formei uma equipe de primeira, que eu confiava”.

Essa confiança na empresa, no negócio, na equipe e em si mesmo revelam mais um traço do empreendedor profissional. “De maneira geral, o empreendedor profissional tem uma experiência consolidada em grandes empresas e utiliza os conhecimentos que adquiriu para aplicar em produtos e negócios que confia”, explica Flavia.

Mas então por que não abrir o próprio negócio? Para a especialista, esse é mais um ponto que diferencia os empreendedores profissionais. “Os empreendedores profissionais não abrem o próprio negócio porque o que interessa para eles é justamente o processo de gerir uma empresa em formação”, diz. Além disso, ela cita que muitos simplesmente não tiveram uma grande ideia a ponto de abrir uma empresa. “Ou mesmo porque ficaram confusos com tantas opções”, considera Flavia. “ Ele quer entrar no grande momento do negócio, que é fazer ele ter sucesso”.

Kiçula teve sucesso. Conseguiu recuperar a Tec Toy e deixou a empresa há quatro anos em boas condições para continuar no mercado. “Só pela satisfação de tirar a empresa da concordata fez a experiência valer a pena”, pontua.

Insatisfação é peça-chave
Como Kiçula, muitos outros profissionais experientes no mercado ficam insatisfeitos com a situação do ambiente onde atuam, assim como são muitos os que permanecem nessa situação por não vislumbrarem alternativas. Kiçula soube o momento certo de mudar o rumo da carreira. Mas esse ponto não é igual para todos. “O momento certo é o de cada um, mas geralmente ocorre quando há maturidade profissional”, explica Flavia.

Ela ressalta que as motivações para que um profissional se torne um empreendedor profissional são pessoais. Além da insatisfação no trabalho, eles também buscam, nesse novo rumo da carreira, mais espaço para atuar e mais estímulo para criar. Mas a mudança, mesmo que atraente, não é fácil. Para tanto, é preciso maturidade emocional, uma vez que cenários que envolvam instabilidade geram questionamentos por parte da família.

Não foi o que aconteceu com o presidente da Eletros. A esposa e os sete filhos apoiaram a decisão. A família de Kiçula não duvidou que a empreitada não daria certo – nem ele mesmo. “Em nenhum momento eu questionei a minha decisão”.

Empreendedor profissional no mercado
Para Flavia, a diferença entre o empreendedor tradicional e o profissional é clara. Enquanto o tradicional não está envolvido no negócio total da empresa, o empreendedor profissional acompanha cada passo do processo de crescimento. “Ele tem uma atuação mais ampla e com mais desafios”, completa.

Porém, no mercado, essa diferença ainda não está clara. “O que percebemos é que os empreendedores tradicionais não conhecem o perfil do empreendedor profissional. Isso ainda está se difundindo no mercado”, afirma Flavia.

Segundo ela, aqueles que abrem um negócio chamam profissionais de confiança para ajudá-los a gerir. Se ele não restringir a atuação desse profissional, ele contratou um empreendedor profissional mesmo sem conhecer essa denominação. “A demanda por esse perfil, existe. Quem está abrindo um negócio quer um empreendedor qualificado para ajudá-lo. Mas é preciso explorar o potencial desse perfil, para que ele seja um empreendedor profissional”, explica Flavia. “O mercado ainda não está preparado”.

Fonte: IGF

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Liderança e Motivação – Ayrton Senna

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Vídeo – Estações da Vida – Jim Rohn

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Nova camisa do Barça tem patrocínio da Herbalife

Pois é pessoal, a nova camisa do clube catalão, que é cotado como o melhor time do mundo, agora tem o patrocínio da empresa multinacional Herbalife, especialista em produtos para nutrição e dieta. A foto da camisa com o detalhe do símbolo da empresa no braço foi divulgada e o “modelinho”, é claro, é o craque argentino Messi.

Para os que acharam a relação Barcelona-Herbalife inusitada é bom ficar sabendo que a empresa tem o costume de apoiar instituições e eventos esportivos. Aqui no Brasil, por exemplo, eles são patrocinadores nutricionais do Santos.

Se alguém lá no Barça precisar perder uns quilinhos, já tem uma maneira mais rápida!

Fonte: Futebol para Meninas

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O poder da informação

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Quebrando o gelo – Mario Persona

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O profissional humano

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