Artigo: O hábito que não faz o monge
Posted by admin at 18:01
Uma dificuldade inerente para quem inicia um negócio de Marketing de Rede com capital zero (como dizem: “tendo que vender o almoço para comprar a janta!”) é convencer os outros que o negócio é bom, sem ter resultado pessoal para mostrar, por mais minguado que seja. Afinal, nem todos os homens inteligentes e de visão tiveram o privilégio de nascer em “berço de ouro”. Na verdade boa parte deles surgem de origens bem modestas.
É preciso saber lidar com as circunstâncias adversas e este primeiro e decisivo obstáculo, quando ainda não se está “por cima da carne-seca”, pois infelizmente, a maioria das pessoas querem ver primeiro para “tentar” crer depois, como o dito popular de São Tomé. É preciso compreender e ter jogo de cintura para contornar isso. Mas, com persistência é possível.
É um tremendo desafio começar literalmente do nada. Por isso, a grande maioria, oriunda de origens tão humildes, sucumbe com seus sonhos rapidamente (quando chegam a sonhar), às vezes na primeira semana, se a crença de que o multinível é o caminho certo e seguro para a solução de suas dificuldades econômicas não for suficientemente forte e inabalável.
Antes de tudo, é preciso ter um sonho consistente e alimentá-lo diariamente. Este tem que ser seu combustível, seu principal e imperativo motivo para se manter no negócio, independente de qualquer adversidade, seu escudo protetor que o manterá firme e confiante diante dos percalços. Caso contrário, a voz do desânimo falará mais alto e os sonhos se desvanecerão como vapor.
Muitos que iniciam em condições um pouco menos precárias, dispondo de alguma reserva, mesmo que discreta, e crédito na praça, acabam cometendo imprudências e contraindo dívidas para exibir uma prosperidade irreal. Constróem uma mentira, na ânsia de tentar convencer seus prospectos que aquela elevação no padrão de suas vidas (através da aquisição de um carro novo e outros apelos visuais, por exemplo) já é fruto proveniente dos generosos ganhos deste negócio. Alguns são bem sucedidos na aplicação desta tática. Outros, no entanto, abreviam sua caminhada rumo ao fracasso e aceleram sua falência. O pior é que depois saem dizendo por aí que o Marketing de Rede foi o grande vilão responsável por eles terem quebrado. Eles propagam esta falsa informação aos quatro ventos, colaborando assim para a ampliação do número dos céticos e incrédulos que edificam seus paradigmas contra nossa indústria. Queimam o mercado e triplicam o nosso trabalho de reversão desta imagem.
Se as pessoas leigas neste assunto, ao serem apresentadas ao Marketing Multinível, procurassem analisar friamente o conteúdo das informações (inclusive pesquisando, buscando fatos reais e respaldados a respeito), sem influência de nenhuma pré-concepção que lhes arraigou sorrateira e equivocadamente no passado e, especialmente não considerassem a aparência, humilde por vezes, dos que portam esta extraordinária oportunidade, certamente desestimulariam aqueles que procuram conquistar a atenção com uma frágil fachada, como aquelas dos cenários de filmes de faroeste à moda antiga (um tapume escorado, que se ventar desaba).
A fachada, as aparências não deveriam representar um valor tão alto assim, pois o hábito nem sempre faz o monge. O valor de um homem deveria ser avaliado pelo que ele é, e não pelo que tem ou demonstra ter. Seu real valor, seus verdadeiros tesouros estão em seus pensamentos, seu caráter, suas convicções, conceitos e intenções. Sua conduta e integridade como pessoa e cidadão, e sua capacidade de amar. Tudo fluiria muito melhor, se este fosse o padrão.
Como diz o ensinamento milenar, “o homem é a soma dos pensamentos que conserva em sua mente e coração”.
Rogério Verinaud é Publicitário e Distribuidor Líder de Marketing Multinível.
Fonte: Chance


























